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Do amadorismo ao sucesso. Relembre o Cosmos Social Clube, o verde e branco gonçalense

Equipe que atuou entre 1993 e 2000 no futebol profissional carioca, guarda uma rica história de ascensão meteórica, boas campanhas e conquistas que enriquecem a história do desporto em São Gonçalo.

Verde e branco eram as cores do Cosmos SC.

Trinta e seis anos de existência, sendo sete deles no futebol profissional. Uma curta história se comparada aos grandes clubes do futebol do Rio de Janeiro, porém, intensa enquanto durou. Esse é Cosmos Social Clube, de São Gonçalo, primeiro clube da cidade à conquistar um campeonato organizada pela FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), desde que a mesma adotou tal formato, em 1978.

Na primeira de uma série de reportagens onde o Site Futebol Gonçalense irá resgatar a história do futebol amador e profissional de São Gonçalo, nossa equipe visitou Wanderley Martins, deputado federal entre os anos de 1999-2003 e ex-delegado da polícia federal, e que presidiu e esteve à frente do Cosmos durante os principais anos de sua existência.

Dos tempos amadores, passando pelas glórias, até a decepção pelo fim de um projeto, Wanderley abre o jogo e relembra diversos acontecimentos da história do verde e branco gonçalense. Com uma visão de um apaixonado pela cidade, Wanderley Martins também comentou sobre a falta do incentivo ao esporte no município, além de comentar sobre o atual momento do futebol gonçalense, que conta com três representantes no Campeonato Estadual.

O início de tudo: inspiração no “clube do Pelé”

Wanderley relembra os principais momentos da história do Cosmos

“O início do Cosmos foi em 1976, e nossa ideia de colocar esse nome foi justamente pela época em que o Pelé jogava no Kosmos, do Estados Unidos. O clube surgiu na verdade como um “time de pelada”, onde os amigos se reuniam nos finais de semana, no Bairro Antonina. Meu interesse pelo Cosmos surgiu daí, desse grupo de amigos, que se reunia pra tomar a cervejinha, fazer um churrasco…”

Dezessete anos após a fundação, o profissionalismo

“Quando resolvemos nos profissionalizar, já estávamos em 1993. Contei com o Neilton Quintanilha ao meu lado nesse processo. Jogamos no antigo CFZ (em Nova Cidade), e também mandamos jogos em Itaboraí e Niterói, quando firmamos parceria com o Tio Sam e vivemos nossa melhor fase, onde surgiram as conquistas, como a da antiga Segunda divisão (que equivalia à Série D na época) em 1997. Chegamos até a Série B e sempre alcançamos boas campanhas. Na época, nossa equipe era a sensação do futebol carioca, todos achavam que iríamos decolar e nos firmar, o que acabou não acontecendo por falta de incentivo.”

Os frutos do sucesso: torcida e atletas projetados no cenário futebolístico

Assim como a torcida fez esse ano com o São Gonçalo EC, a população sempre nos deu respaldo, incentivando e torcendo pelo clube. Com nossas boas campanhas, conseguirmos encaminhar diversos atletas para jogar em clubes fora do país e aqui no futebol nacional.”

Falta de apoio. Um dos principais fatores para o fim do sucesso

“Nesse ponto eu tenho que fazer uma queixa. Sempre existiu a dificuldade de conseguirmos apoio para o futebol em São Gonçalo. O poder público nunca teve interesse em ajudar. Em virtude disso, tivemos de mandar jogos em cidades vizinhas, mesmo sendo um clube originalmente de São Gonçalo. Batíamos à porta na procura por auxílio, e sempre estava fechada. O poder público sempre alegava que tinha outras prioridades, o que entendíamos, mas não é por isso que vamos privar o povo da cultura e lazer. O povo de São Gonçalo sempre amou o futebol e nos apoiou quando necessário, mas a falta de respaldo foi crucial para o fim. Chegou uma hora que não deu mais para segurar. Em vários outros municípios vemos as prefeituras apoiando as equipes, mas aqui nunca tivemos essa ajuda.”

A situação atual e a torcida pelo futebol de São Gonçalo

“Hoje vemos uma situação um pouco melhor, com duas equipes carregando o nome da cidade. Se mantendo desse jeito, a tendência é a população apoiar e adotar os clubes da cidade como seu segundo time. Os gonçalenses estavam ansiosos por esse momento. Torço para que o futebol de nossa região cresça, à exemplo da baixada fluminense, por exemplo, que conta com inúmeros times como Tigres, Audax, Duque de Caxias…”

Desejo de voltar à trabalhar no futebol

“Hoje tenho outros projetos particulares, mas no futuro penso sim em voltar a atuar no esporte. Eu gosto do futebol, do desporto em si. Sempre acompanhei nosso futebol, nosso handebol, que já foi referência, e tudo isso me faz pensar em retornar algum dia.”

Fotos: Divulgação / Jéssica Farias

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