São Gonçalo FC

Em entrevista, Valteir Franco projeta ano de vitórias para o São Gonçalo FC

Entre os assuntos abordados em uma entrevista exclusiva, o treinador da equipe gonçalense destacou a importância do trabalho à longo prazo e falou sobre a montagem do elenco visando a Série C do Estadual em 2013.

Profissional experiente e com passagens por grandes clubes. Indo da preparação física, passando pelo auxílio técnico e chegando até cargos executivos, Valteir Franco conhece como poucos o mundo da bola. Exercendo agora a função de treinador do São Gonçalo FC, Valteir espera alcançar o sucesso à frente da equipe de sua cidade, em um projeto em que ele ajudou a construir.

Valteir (D) comandará o SGFC, auxiliado por Claudio Pinduca (E).

No currículo, passagens por equipes de todo país, destacando-se como integrante da comissão técnica do Botafogo campeão brasileiro de 95, além de um trabalho bem sucedido como auxiliar técnico e coordenador no Juventude. Valteir ainda coleciona parcerias com grandes nomes como Paulo Autuori, Ivo Wortman, entre outros profissionais renomados do futebol brasileiro.

Com toda a experiência acumulada em grandes projetos, o professor espera trazer a rodagem acumulada com os anos vividos no futebol para dentro do São Gonçalo FC, projeto em que esteve desde a concepção.

Confira na íntegra a entrevista que o técnico concedeu ao Site Futebol Gonçalense:

Perfil

Nome: Valteir Gomes Franco
Clubes: Itaperuna-RJ (94); Botafogo (95-98 e 2001); Juventude (99-2000 e 2001-2008); Colo Colo-BA (2001); Caldas Novas-GO (2008); Vila Nova-MG (2008); Cabofriense (2009); São Gonçalo FC (2010 e 2012-2013); Vila Nova-GO (2011) e Bonsucesso (2011).

Primeira passagem pelo São Gonçalo FC

“Estive no São Gonçalo FC em 2010, na implantação do projeto, ocupando o cargo de diretor executivo, quando iniciamos o trabalho de filiação do clube. Infelizmente não pude prosseguir pois logo em seguida aceitei um convite do Wilson Gotardo e fui auxiliá-lo no Bonssucesso, em 2011.”

Montagem do elenco para 2013

A formação desse grupo me lembra muito o início do projeto em 2010. Voltei em 2012 com a mentalidade de reiniciar essa caminhada, pois o projeto estava praticamente todo desfeito. Optamos por reconstruí-lo. Começamos o trabalho nas categorias de base, na disputa da Série C Sub-20 do ano passado, e daquele grupo promovemos 12 garotos ao profissional. Fechamos com mais nove jogadores que se destacaram em outros clubes do Rio de Janeiro e continuamos em fase de testes, observando mais algumas peças que podem complementar nosso grupo, que eu pretendo que tenha um total de 30 atletas, até porque esse ano a Série C será mais longa, nos mesmos moldes das Séries A e B.”

Contratações

Treinador observa atividade realizada na última quinta-feira (10).


“Hoje estamos atrás de zagueiros para compôr o elenco, além de centroavante, que é uma posição muito carente. Como podemos contratar até cinco atletas acima de 23 anos e escalar três, um destes deve ser um homem de área. Na ligação do meio com o ataque temos três atletas em avaliação. Os garotos que subiram dos juniores irão formar nossa terceira equipe e darão mais consistência ao nosso elenco.”

Atletas de renome

“Quem não gostaria de contar com jogadores experientes no elenco? Conheço diversos jogadores experientes que topariam entrar no projeto, mas por enquanto ainda estamos muito longe do início da competição e fica difícil fechar com esse tipo de jogador. Nessa fase eles estão buscando clubes nas Séries A e B, competições que terão início em breve. Mais próximo da Série C, se eu sentir essa necessidade, vamos conversar com a diretoria e tentar buscar um atleta renomado.”

Estrutura e Investimento

“Contamos com um projeto que irá nos render um Centro de Treinamentos e um estádio. Isso atrai o jogador. Toda essa estrutura é importante não só para o clube, mas para toda cidade. Muitos meninos saem do Rio de Janeiro para tentar a sorte em outros estados, mas com essa estrutura que vamos receber vamos dar a oportunidade do atleta se desenvolver aqui, com profissionais que trabalharão para a formação do mesmo. Para esse ano já vamos ter um elenco forte para a disputa da Série C, que é um campeonato competitivo, mas o dinheiro acaba não pesando tanto. Prova disso foi o São Gonçalo EC, que fez bela campanha mas não obteve o acesso. Por isso converso com esses rapazes todo o dia e explico que não vamos conquistar nada sem esforço e entrega.”

Erros cometidos em 2012

“Alguns erros foram cruciais no resultado final da campanha. Aconteceram três derrotas por WO, que na minha visão, não foi culpa do clube. Nós não temos como forçar o policiamento a comparecer à um jogo. O clube sempre solicitou tudo dentro do que era exigido, mas chegava na hora, a viatura não comparecia e isso nos trouxe prejuízo. A FERJ tem de mudar esse conceito de segurança, pois muitos clubes são prejudicados sem ter culpa.”

“Outro erro cometido ano passado, foi na montagem do elenco. Quando cheguei (Valteir Franco assumiu o comando técnico em meados da primeira fase), contávamos apenas com 18 jogadores inscritos na competição. Com a saída do Felipe (ex-diretor executivo do clube), mais dois atletas rescindiram seus contratos. Na minha estreia contra o Bela Vista, tinha apenas um jogador no banco de reservas. Mesmo assim conseguimos construir os resultados para avançar de fase, mas em seguida, faltou a peça fundamental, que era o elenco. Isso acabou comprometendo nossa trajetória na segunda fase e contribuindo com a eliminação. O próprio presidente concordou que houve um erro, que poderíamos ter inscritos mais jogadores. Busquei algumas opções, mas o prazo de inscrições já estava encerrado.”

Experiência com projetos parecidos ao longo da carreira

“Quando passei pelo Juventude, implantamos um projeto como esse, com mentalidade à longo prazo. Revelamos grandes jogadores como o Dante (Bayern de Munique), Thiago Silva (PSG), Marcio Azevedo (Botafogo), Índio (Internacional), entre outros que alcançaram sucesso em suas trajetórias. Temos que adotar esse projeto aqui no São Gonçalo FC, para nos adequarmos ao futebol moderno e não ficarmos parados no tempo, como algumas equipes tradicionais que não mudam suas mentalidades. Temos que nos espelhar em clubes como Boavista, Resende, Audax, que estão em ascensão através de um bom planejamento. Dessa forma vamos nos fortalecer dentro de campo e incluir jogadores no mercado, o que trará retorno financeiro e cobrirá os gastos do clube.”

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