Retrospectiva São Gonçalo FC

RetrôFG | Em temporada confusa, São Gonçalo FC fica na média e se salva

Clube vive de brilhos esporádicos, como nas vitórias sobre Gonçalense e Barra da Tijuca, por exemplo; troca de treinadores chama a atenção

POR GABRIEL FARIAS
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Vitória no clássico: um dos bons momentos em 2015. Foto: Gabriel Farias.

Não vou dizer que foi ruim. Também não foi tão bom assim”. O trecho da música “Assim Caminha a Humanidade”, de Lulu Santos, resume bem o que foi a temporada do São Gonçalo FC. Se não teve maiores brilhos, também não se pode reclamar de qualquer vexame. Veja agora com foi o 2015 do SGFC em mais uma matéria especial da “RetrôFG“.

Depois de um 2014 praticamente perfeito, onde ficou com o vice da Série C Estadual – garatindo o acesso para a Segundona do Rio de Janeiro – o São Gonçalo veio para 2015 com dois objetivos claros: manter a política de “pés no chão”, montando um elenco sem gastar tanto; e se manter na Série B.

A pré-temporada teve início em 13 de janeiro, com uma surpresa no comando técnico. Marcus Cravo foi para o Vasco e para sua vaga chegou Chiquinho Carioca, profissional pouco conhecido no futebol do Rio e com experiência em Portugal. A passagem dele, pode-se dizer, foi meteórica. No terceiro dia de treinamentos se retirou do cargo alegando falta de entendimento com a diretoria.

Marquinhos Pereira “segura rojão”: do sub-20 ao profissional

Contratado para comandar o sub-20 do São Gonçalo FC, Marquinhos Pereira também viu sua situação mudar rapidamente, mas de maneira oposta a de Chiquinho. No início da pré-temporada, foi promovido a auxiliar-técnico do time principal. Com a saída do então treinador, acabou sendo o escolhido para o cargo.

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Marquinhos Pereira assumiu às pressas e comandou o São Gonçalo na metade inicial da Série B. Foto: Gabriel Farias.

Coube a Marquinhos dar liga a um plantel diversificado. Jogadores que fizeram parte  da campanha vitoriosa na Série C, como o goleiro Victor, os laterais Dreivison e Matheus, o meia Walber, e o atacante Edu, seguiram no grupo. Chegaram novas peças como o meia Leozinho, o defensor Raphael Neuhaus e o volante Guilherme.

Primeiro turno se resume à boa estreia e vitória no clássico

Em campo o São Gonçalo FC respondeu bem em sua estreia na Série B, derrotando o Ceres por 2 a 1, com gol no fim de outro recém-chegado, o atacante Allan. No entanto, na sequência da Taça Santos Dumont, engatou uma série negativa de seis jogos sem vencer.

A pressão aumentou sobre Marquinhos Pereira. Paradoxalmente a equipe se apresentava bem, mas não conseguia transformar o bom futebol em resultados. O alívio veio justamente no clássico diante do Gonçalense. Felipe Linhares fez o único gol do duelo, que terminou em 1 a 0 para o SGFC.

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Vitória sobre o Ceres marcou início da campanha do SGFC na Série B. Foto: Gabriel Farias.

Prenúncio de dias melhores? Não para o treinador. Marquinhos só duraria mais um jogo no cargo. Depois do revés para o São Cristóvão, no encerramento do primeiro turno, ele foi demitido.

Roy chega e estabiliza situação: objetivo alcançado

No intervalo entre os dois turnos da Segundona, a direção do São Gonçalo FC mudou sua postura com relação ao comando técnico. Ao invés de apostar em novos nomes, optou por buscar um já consagrado. Assim chegou Antônio Carlos Roy, conhecido pelos muitos acessos no Rio de Janeiro.

Mas a meta principal, segundo o próprio Roy, era menos ambiciosa dessa vez. A ideia era afastar o São Gonçalo FC o mais rápido possível da zona de rebaixamento, que lhe rondava.  E ele conseguiu. Nas quatro rodadas inicias da Taça Corcovado, foram sete pontos conquistados: vitórias sobre Barcelona e Barra da Tijuca, empate com Angra dos Reis e derrota para o Olaria.

Os resultados deram mais tranquilidade para Roy desenvolver seu trabalho. O risco de degola era mínimo e almejar uma vaga às semifinais passou a ser realidade. Só que os gonçalenses não tiveram fôlego para o “sprint final”. Nos três últimos confrontos, foram três derrotas para Queimados (a mais dura delas, em casa, por 4 a 0), America e Duque de Caxias.

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Sequência de derrotas no fim manteve São Gonçalo FC no meio da tabela. Foto: André Fabiano.

Restou ao São Gonçalo FC uma satisfatória 13ª colocação na classificação geral da Série B. O clube ainda teria direito a disputar a Copa Rio no segundo semestre, mas nem os apelos do técnico Roy foram suficientes. A diretoria optou por fechar a temporada em junho e aguardar pela chegada de 2016.

Abre aspas

Chiquinho Carioca, técnico com passagem de três dias pelo SGFC:

Eles estão acostumados a trabalhar de uma maneira, eu buscava outra e essa incompatibilidade nos fez chegar a conclusão que não dava para continuar.

Marquinhos Pereira, após ser demitido do São Gonçalo FC:

Estava me dirigindo para o treino e recebi a notícia do vice-presidente Eduardo Castro, pedindo para não ir pois estava sendo desligado. Não tenho mágoa. No futebol brasileiro os resultados pesam.

Roy, último treinador do São Gonçalo na Segundona:

Temos que ter humildade e saber que é o primeiro ano do São Gonçalo FC e é importante se manter. Se tivermos uma equipe equilibrada, vamos brigar lá em cima.

O ano em imagens

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