Gonçalense Retrospectiva

RetrôFG | Gonçalense empolga, mas fica no quase em duas competições

Tricolor falha na missão de alcançar as semifinais de turnos na Série B; na Copa Rio, vaga em competição nacional escapa por um gol

POR GABRIEL FARIAS

Uma gangorra de emoções. Assim pode ser definido o ano de 2015 para o Gonçalense. Da mesma forma que esteve tão perto da glória, o Tricolor acabou falhando e fez par com a frustração. Na última matéria da série especial “RetrôFG“, relembre como foi a temporada da equipe de São Gonçalo – para ler todas as matérias da retrospectiva, clique AQUI.

_MG_0009
Goleiro Julio desolado após eliminação na Copa Rio. Temporada foi produtiva, mas de frustrações. Foto: Gabriel Farias.

Embalado pelo título da Série C Estadual em 2014 (em seu ano de estreia no futebol profissional), o Gonçalense iniciou 2015 sabendo que teria pela frente duas competições: Série B e Copa Rio. A diretoria bancou a participação em ambas e garantiu que montaria um elenco que pudesse almejar o título nas duas situações.

A base vencedora da Terceirona foi mantida, inclusive o treinador Emanoel Sacramento. Para encorpar o elenco, chegaram outras peças como o volante Jhonata e o atacante Raí, ambos ex-São Cristóvão. Para o meio foram contratados Giovanni e William Amendoim. Essas foram algumas das caras novas que se juntaram aos já conhecidos Alemão, Gilmax, Sabão e cia.

Estreia promissora e derrota no clássico: jogos capitais
Sabao
Na estreia da Série B, Sabão brilhou. Foto: Gabriel Farias.

A estreia do Gonçalense na Série B não poderia ser melhor. Diante de um Alzirão lotado, o Tricolor passeou e venceu por 3 a 0, com show de Sabão, que marcou dois golaços sobre o Olaria. Na sequência, empates com Barra da Tijuca e Barcelona, além de uma derrota para o Angra dos Reis, deram uma esfriada na empolgação.

Mas o Tricolor tinha lenha para queimar. Se recuperou fazendo a trinca, ao bater Duque de Caxias, Mangaratibense e America – este último, em jogo emblemático. No Alzirão, 1 a 0 com gol do meia Beto. Restando duas rodadas para o fim da Taça Santos Dumont, o Lense dependia somente dele para chegar às semifinais.

Veio então a primeira decepção. O tão esperado clássico contra o São Gonçalo FC, tumultuado nos bastidores, se transformou no balde de água fria. O rival, mesmo há seis jogos sem vencer, conseguiu levar a melhor: 1 a 0. A derrota complicou o Gonçalense na luta pela classificação e fez o ambiente pesar. Contra o Queimados, na última rodada, empate por 1 a 1, e eliminação decretada na metade inicial da Segundona.

Troca de comando, falta de resultados e arrancada
_MG_6739
Mário Marques chegou e deu nova liga ao Gonçalense. Foto: Gabriel Farias.

Sem a vaga nas semifinais em mãos, a diretoria do Gonçalense optou por não continuar com o treinador Emanoel Sacramento e efetivar o auxiliar-técnico Cláudio Pinduca. Uma espécie de solução caseira, com menor custo. A aposta se mostrou equivocada. Nas três primeiras rodadas da Taça Corcovado, derrota para a Portuguesa e empates contra Ceres e São João da Barra.

A largada abaixo do esperado no segundo turno fez a direção do Gonçalense rever seu planejamento. De volta ao mercado em busca de um comandante, fechou acordo com o renomado Mário Marques. A ideia era ter um técnico calejado, que trouxesse equilíbrio ao ambiente.

Mário não só cumpriu sua missão, como quase conseguiu o improvável: levar o Gonçalense às semifinais da Taça Corcovado. Quase. Em cinco jogos sob seu comando, o Tricolor venceu Audax Rio, São Cristóvão e Goytacaz. Empatou com Americano e Sampaio Corrêa. Este último, decretou nova decepção. Mais uma vez dependendo só de si, o Lense não conseguiu vencer e viu o sonho de chegar à elite do Rio de Janeiro se esgotar em 2015.

Nova competição, novos nomes
_MG_6735
Gonçalense venceu o Bangu por duas vezes na Copa Rio. Foto: Gabriel Farias.

Após um período de férias, o Gonçalense foi para o segundo desafio do ano: a Copa Rio. A direção conseguiu convencer Mário Marques a permanecer. E chegaram novos jogadores. Alguns se tornaram titulares absolutos, como o zagueiro Guapi, o volante Gustavo Moura e o meia Nélio.

O início de Copa Rio não deixou dúvidas: o Gonçalense iria brigar por uma vaga em competição nacional – prêmio dado aos finalistas. No Grupo A, iniciou vencendo Angra dos Reis, Bangu e Friburguense. Foi derrotado pelo Resende, mas com novos triunfos sobre Angra e Bangu, no returno, se garantiu na segunda fase com três rodadas de antecedência.

A nova etapa da competição prometia ser jogo duro. E foi. Em tiro curto, quatro times se enfrentariam no Grupo E em busca de duas vagas na fase seguinte. O Gonçalense iniciou bem ao vencer o Madureira. Em seguida, mesmo empatando com Portuguesa e Audax Rio, se garantiu nas semifinais. O sonho de jogar a Copa do Brasil ou Brasileiro Série D em 2016 estava cada vez mais próximo.

Faltou pouco, muito pouco: não deu novamente
_MG_9979
Diante do Resende, Gonçalense caiu nas semifinais. Foto: Gabriel Farias.

Entre o término da segunda fase da Copa Rio e a primeira partida semifinal, o Tricolor teve o desfalque do treinador Mário Marques e do zagueiro Guapi, que viajaram com o Bangu para a disputa da BTV Cup, no Vietnã (os clubes fizeram uma parceria visando a disputa no país asiático).

Sem peças importantes o Gonçalense acabou sendo derrotado pelo Resende no jogo de ida das semifinais. Num duelo eletrizante, o time do Sul Fluminense levou a melhor por 3 a 2 no Estádio do Trabalhador. A decisão ficaria para Moça Bonita, que foi a casa do Lense na Copa Rio.

Em Bangu, a meta era uma só: vencer e se garantir na final da Copa Rio. De quebra, a vaga em uma das competições nacionais seria alcançada. Numa partida emocionante do início ao fim, o Lense superou o fato de ter um jogador a menos desde o primeiro tempo (Rato foi expulso) e pressionou o Resende. Só que a bola não entrou. Melhor para o oponente.

Ao término do confronto, a imagem dos atletas decepcionados e esgotados em campo retratou bem a temporada do Gonçalense. Decepções? Sim. Mas não faltou entrega. O foco agora é em 2016.

Abre aspas

Thiago Thomaz, vice-presidente do Gonçalense, após campanha na Série B:

Tem os dois lados. Tínhamos a expectativa pelas semifinais e não conseguimos. Não vou mentir. Isso frustra um pouco até pela qualidade do time que montamos. Mas não podemos esquecer que ficamos em quinto no geral, atrás somente de grandes equipes.

João Vicente, diretor-executivo do Gonçalense após eliminação na Copa Rio:

Esperávamos um pouco mais. A gente tinha condição de chegar na final. Se iríamos ser campeões ou não, só Deus sabe, mas esperávamos chegar na decisão.

Nélio, jogador do Gonçalense, depois da eliminação para o Resende (meia perdeu um pênalti na partida):

Vou dormir mal demais nos próximos dias. De repente eu absorvo melhor (por ser mais experiente), mas a imagem vai ficar na minha cabeça martelando, é complicado. Até bati forte, numa altura boa, mas o goleiro teve méritos. Foi mais mérito dele, do que uma batida não muito boa minha.

O ano em imagens

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s