Itaboraí

“12° jogador”, Luiz Antônio aponta período no exterior como diferencial em sua carreira

Técnico da ADI se destaca pela alta participação nas atividades: “O atleta adquire confiabilidade e respeito”

REDAÇÃO FUTEBOL GONÇALENSE
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Luiz Antônio é pura entrega na ADI. Foto: Gabriel Farias.

Quem for acompanhar alguma atividade de pré-temporada do Itaboraí, seja um treino ou jogo amistoso, vai ver um treinador que se caracteriza por ser quase um atleta de tão participativo. Esse é o “padrão Luiz Antônio” de trabalho. Exigir muito, mas ser companheiro. O jeito brincalhão muita das vezes é interrompido para uma bronca. E os jogadores parecem entender bem.

Luiz é conhecido no futebol do Rio de Janeiro. Dirigiu clubes como Goytacaz, Sampaio Corrêa, Olaria e Portuguesa, por exemplo. Na Lusa, conquistou o acesso à elite estadual em 2015. Apesar de valorizar suas passagens em solo nacional, o comandante destaca principalmente o período em que esteve fora do Brasil – 10 anos ao todo, passando por países como Coréia do Sul e Rússia.

— Minha grande vantagem é que fiquei 10 anos fora do Brasil e agreguei muito ao que já conhecia do futebol brasileiro, acrescentando muito na parte técnica e tática. No treinamento é preciso fazer coisas básicas do futebol como passar, chutar, cruzar e precisamos aliar esses fundamentos junto com parte tática e técnica, sempre inserindo bola — explica Luiz Antônio, revelando um de seus “segredos”.

A meta de Luiz Antônio é não repetir atividades. Em campo ou fora dele, o técnica da ADI busca sempre variar, evitando que a rotina de treinamentos se torne algo pesado para o atleta. O objetivo é ver o jogadores à vontade, mas sem deixar a pegada de lado. Para isso, vale até utilizar táticas como trabalhos audiovisuais, conforme explica.

— Venho utilizando trabalho de audiovisual em datashow, para fazer o atleta vizualizar melhor, mostrando na prática o que você passa na teoria.

Treinando desde 25 de novembro para a Série B (que só começa em 5 de março) o elenco do Itaboraí parece que vem aprovando os métodos apresentados. Conquistar a cumplicidade do atleta é algo essencial na visão de Luiz Antônio.

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Jeito despojado dá lugar às broncas quando necessário. Cobrança não falta. Companheirismo também não. Foto: Gabriel Farias.

— O atleta adquire confiabilidade e respeito. Isso se conquista não sendo enérgico ou duro, mas com carinho, sobretudo respeito. Procuro trazer coisas novas, valores novos, treinos novos, mantendo o foco lá em cima num trabalho de alto rendimento — completou.

E é no ritmo do professor que o Itaboraí segue se preparando para a Série B. A estreia será contra o Angra dos Reis, fora casa. Até lá, é trabalhar sem deixar a peteca (ou a bola) cair.

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