Maricá

Crise do coronavírus pode proporcionar boas opções de mercado na Série B1, diz Marcus Alexandre Cravo

A pandemia do novo coronavírus trouxe incertezas para o futebol do Rio de Janeiro em 2020. Enquanto a Série A do Campeonato Carioca segue paralisada, a Segundona parece um sonho ainda mais distante, apesar da abertura estar prevista para 15 de agosto. Com a crise financeira, o temor por uma competição de nível baixo seria um raciocínio previsível, mas há quem pense fora dessa curva e projete uma competição de nível até mais alto do que em anos anteriores. É o caso de Marcus Alexandre Cravo, técnico do Maricá.

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Marcus Alexandre projeta boas oportunidades de mercado para clubes da Série B1. Foto: Gabriel Farias.

Segundo o treinador, o cenário nebuloso em cima de competições nacionais como as Séries C e D do Brasileirão, deve reduzir o número de propostas para que jogadores do Rio de Janeiro deixem o estado. Até mesmo aqueles que forem convidados podem acabar optando por seguir em solo fluminense dado o cenário de instabilidade no país, segundo Marcus.

– Esse ano é muito atípico. É um ano que tem essa dificuldade, de jogadores cariocas que iriam jogar Série C, Série D, em outros estados. Os clubes estão abortando essas contratações de risco. Pela falta de um calendário e o investimento pequeno, os clubes não estão querendo fazer essas contratações. Estão mais tímidos. Acabaram sobrando nomes importantes que vão fazer do campeonato da segunda divisão do Rio uma grande atração – explica Marcus, que prossegue.

– São as oportunidades de mercado, como falei. A CBF não se posicionou sobre Série D, Série C. Muitos jogadores que tinham convites para sair do Rio, não vão ter mais. Na situação da pandemia, talvez seja melhor ficar perto de casa, jogando aqui durante o segundo semestre, saindo só em 2021.

Planejamento a todo vapor, mas com investimento menor

Mesmo que as opções de mercado possam ser melhores, isso não quer dizer que o Maricá vá esbanjar investimento. A crise do novo coronavírus acabou por reduzir os potenciais gastos. Resta a opção de ser certeiro ao traçar alvos de possíveis contratações.

– O investimento caiu. Não tem jeito. Todos estão sofrendo. O investimento caiu. Situações foram reavaliadas. O Maricá sofreu. Todos no Brasil vêm sofrendo com uma perda financeira – explicou o treinador, que mesmo assim garante um planejamento bem adiantado.

– Já temos tudo conversado. Temos uma base e estamos só aguardando a Secretaria de Saúde do município e a FERJ autorizarem os treinamentos. Não queremos ficar treinando por treinar. Não adianta treinar e não fazer jogos, ficar sem esse intercâmbio, além de não poder contar com todos os atletas, já que alguns estão sob contrato para reta final da Série A.

Espinha dorsal é aliada na preparação

Boa parte do elenco que faturou o acesso na Série B2 de 2019 estará novamente vestindo a camisa maricaense neste ano. Contar com atletas já entrosados é uma vantagem para superar o longo período de inatividade.

– Assim como nós, outros clubes querem manter a base. Muitos jogadores ficaram sem jogar no primeiro semestre. Alguns foram emprestados em outros regionais, mas tenho certeza que temos um conjunto. Ele precisa ser fortalecido. Assim como o Maricá, todas as equipes têm jogadores de confiança e vão se apegar a isso para ganhar tempo de trabalho – explica Marcus Alexandre Cravo.

O Maricá, que está no Grupo A da Série B1, tem previsão de estreia para 15 de agosto. O adversário será o Olaria, fora de casa.