Carioca Série C Itaboraí

Há cinco anos, Itaboraí conquistava Série C Estadual de forma avassaladora

Se as últimas temporadas não foram tão positivas para o Itaboraí, resta se apegar a um passado não tão distante para o Azulão. Em 2015, numa campanha avassaladora na Série C do Campeonato Carioca, o clube do Leste Fluminense conquistou acesso seguido de título.

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A taça da Série C Estadual de 2015. Fabão recebeu o troféu junto do filho. Foto: Gabriel Farias.

A final contra o Artsul apenas coroou uma trajetória construída com solidez, sem maiores sustos e que premiou um time que mais parecia estar de passeio pela terceira divisão estadual, tamanha a superioridade demonstrada no decorrer da competição. Em 16 jogos, foram apenas duas derrotas.

No primeiro turno da fase de grupos, foram sete vitórias seguidas logo de cara, com destaque para as goleadas, no Alzirão, sobre Juventus (6 a 1) e Esprof (5 a 0). Na força da torcida, o Azulão crescia rumo ao acesso. O primeiro tropeço veio na decisão simbólica do turno: 2 a 1 para o Artsul.

Troca de treinador, mas sem perder embalo

O revés para o Artsul não gerou qualquer abalo no ambiente do clube, mas isso não impediu uma inesperada troca de treinador. Paulo Cesar Teixeira, comandante da Águia desde 2014, se afastou da função por conta de problemas de saúde. Coube ao auxiliar Brener Antunes assumir a função.

Com Brener à beira do gramado, a rotina de vitórias seguiu no returno, com três resultados positivos em sequência. O único susto da campanha, talvez, tenha acontecido na derrota por 2 a 1 para o Campos, por 2 a 1, no Norte do estado. O resultado fez o rival encostar na disputa pela liderança do grupo.

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Edu comemorando com a torcida. Relação bem-sucedida que começou a ser escrita em 2015: Foto: Gabriel Farias.

Sem perder o foco, o Itaboraí fechou a etapa classificatória da Série C com mais duas vitórias sobre Búzios e São Gonçalo. Nesta última, o placar de 3 a 0, no Alzirão, garantiu o acesso à Segundona de 2016 e uma vaga na decisão da terceira divisão. A festa já estava praticamente completa, mas tinha espaço para mais.

Troféu é cereja do bolo

O acesso foi comemorado sem economias, com direito a trio elétrico desfilando nas ruas da cidade. Ainda assim, a concentração foi retomada antes da final. O Artsul seria o adversário. No jogo de ida, em Madureira, a vitória por 3 a 1 praticamente confirmou o título da ADI.

O encontro da volta foi mero protocolo e nem precisou de rede balançando. O empate sem gols no Alzirão confirmou o que vinha sendo escrito a cada jogo da Série C: o Itaboraí foi o campeão sem deixar dúvidas.

O artilheiro – Autor de gols importantes na partida que selou o acesso e também na decisão, Edu foi o investimento certeiro que deu o resultado esperado. Terminou a Série C com 7 gols e começou, ali, a escrever uma história de amor junto à torcida do Azulão, que alçou o centroavante ao posto de um dos maiores ídolos da história da ADI.

O maestro – Caio Cezar foi o referencial técnico. Jogador acostumado à Série A do Carioca, assumiu o desafio de participar da Terceirona e apresentou um futebol muito acima do que se costuma observar nesta competição. Não à toa foi outro que caiu nas graças da torcida.

O capitão – Cria do município, o zagueiro Fabão chegou ao clube após um longo período no exterior. Não demorou muito para assumir o papel de líder e principal elo de ligação entre time e arquibancada. A comemoração em campo, com os filhos, após acesso e título, representam bem a importância do atleta para o Azulão.

O coringa – Pedro foi o jogador que mais atuou, estando presente em 15 dos 16 jogos do Itaboraí. Apesar de ser volante, demonstrava estrela com gols importantes. Terminou a Série C dividindo a artilharia interna com Edu, também anotando sete gols.

A campanha: 16 jogos | 13 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 42 gols pró | 11 gols contra

Fase classificatória
2×0 Arraial do Cabo – Hermenegildo Barcelos
6×1 Juventus – Alzirão
2×0 Artsul – Nivaldo Pereira
1×0 Santa Cruz – Alzirão
3×0 Heliópolis – José Alvarenga
5×0 Esprof – Alzirão
3×2 Rubro – Lourival Gomes de Almeida
1×2 Artsul (final simbólica do primeiro turno) – Eucyr Resende
4×0 Nova Cidade – Alzirão
2×1 Duque Caxiense – Italo Del Cima
3×0 Futuro Bem Próximo – Alzirão
1×2 Campos – Ângelo de Carvalho
3×2 Búzios – Alzirão
3×0 São Gonçalo EC – Alzirão

Final
3×1 Artsul – Aniceto Moscoso
0x0 Artsul – Alzirão