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Carinho pelo São Gonçalo, acesso marcante no Maricá… a trajetória de Índio, o “Rei do Acesso”

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Índio em ação pelo Maricá, em 2019, quando conquistou o acesso na Série B2 Estadual. Foto: Gabriel Farias.

Quando se fala em futebol no Leste Fluminense, um jogador se destaca pela grande quantidade de conquistas. Gustavo Barbosa da Rocha, o Índio, zagueiro de 26 anos. São três títulos da terceira divisão estadual e quatro acessos conquistados com as camisas de São Gonçalo EC, Itaboraí e Maricá.

  • Conquistas de Índio: 
    > 2013 | São Gonçalo EC (acesso e título)
    > 2015 | Itaboraí (acesso e título)
    > 2016 | São Gonçalo EC (acesso e título)
    > 2019 | Maricá (acesso)

Em entrevista ao futebolgoncalense.com, Índio apontou o São Gonçalo como clube com o qual possui maior identificação. Foi no Azul e Branco que o defensor estreou como profissional, em 2013, com direito a título e acesso. Voltou em 2016 e repetiu a dose, devolvendo a equipe para a segunda divisão e com mais uma taça.

– O clube que mais me identifico é o São Gonçalo. Foi ali onde tudo começou, no meu primeiro ano como profissional, e já conquistando o acesso e o título. Então tenho um grande carinho pelo São Gonçalo.

Apesar da equipe gonçalense ter um lugar especial no coração de Índio, a conquista mais marcante da carreira foi no Maricá, no ano passado – a única em que Índio não terminou levantando a taça. O zagueiro relembra o viés de superação coletivo e individual.

– O acesso que mais me marcou foi do ano passado, pelo Maricá. Por tudo que aquele grupo passou. Nós chegamos em duas finais de turno, não fomos campeões e muitos não acreditavam que nós podíamos subir, mas sabíamos que nosso grupo era forte e conseguimos o tão sonhado acesso.

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Pelo São Gonçalo, Índio faturou acesso e título da Terceirona por duas vezes: 2013 e 2016. Foto: Gabriel Farias.

– Eu particularmente tive minha lesão que era para ficar 15 dias parado e em uma semana voltei. Estava tratando de dia e de noite e agradeço muito ao Doutor André, médico do Maricá, e a todos do departamento médico, todos que me ajudaram para eu voltar logo e conseguir jogar o segundo jogo do acesso nos minutos finais. Sem dúvida esse foi o acesso que mais marcou.

Com relação aos treinadores que o comandaram, Índio prefere não apontar um nome em especial. No São Gonçalo, passou pelas mãos de Felipe Conceição, Reginaldo Assad e Renato Alvarenga. Em Itaboraí, trabalhou com Paulo César Teixeira e Brenner Antunes. Pelo Maricá, subiu com Marcus Alexandre Cravo.

– Acho que todos os treinadores me marcaram. Só tive treinador bom à beça, então aprendi um pouco com cada um. Devo muito a cada um deles.

Primeiro desafio longe de casa

Valorizado pela conquista com o Maricá em 2019, Índio já tem novo compromisso neste ano. E, pela primeira vez, estará longe da região Leste Fluminense. O defensor acertou com o Pérolas Negras, de Resende. O objetivo da equipe do Sul do estado é superar a Série B2. E tem nome melhor do que Índio para conquistar o acesso na Terceirona?

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Em 2020, Índio defenderá o Pérolas Negras, clube da cidade de Resende, em mais uma Terceirona. Foto: Divulgação.

– A expectativa esse ano no Pérolas é das melhores. O clube tem um estrutura muito boa e excelentes profissionais trabalhando, então nós temos tudo para conquistar grandes coisas. O que me motivou a ir para o Pérolas foi o projeto que eles me ofereceram. Achei muito bom para mim e minha família, então resolvi encarar mais esse grande desafio, não só pelo projeto dentro de campo. Isso me interessou muito.

A Série B2 do Carioca ainda não tem data para começar. A Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ) aguarda o desenvolvimento do quadro da pandemia do novo coronavírus para definir os rumos da terceira divisão em 2020.