São Gonçalo EC

Presidente admite dificuldades, mas garante: “São Gonçalo tem fator de superação”

Uma pandemia inesperada gerou a maior crise de saúde pública da atual geração, o que só faz aumentar as dificuldades para aqueles que realizam futebol profissional no Rio de Janeiro. Principalmente nas divisões intermediárias, onde as cifras milionárias dos contratos de televisão não chegam.

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Presidente  do São Gonçalo, Reginaldo Assad aposta na superação num 2020 tão difícil. Foto: Gabriel Farias.

No São Gonçalo a situação não é diferente. O clube faz parte do grupo que acredita não ser o ideal realizar a Série B1 do Carioca tão cedo. No entanto, a data está marcada para começar: 15 de agosto. Resta então se reinventar e ser criativo para driblar as dificuldades. O presidente Reginaldo Assad promete superação.

– Temos que buscar meios de se transmitir a competição, por exemplo. São hipóteses que estamos buscando em conjunto. Não tenho como dizer que o São Gonçalo se prepara para subir. O ideal era que fosse muito mais lá para frente (a competição), até pela vida das pessoas, já que nossa cidade é uma das piores em termos de contaminação. Mais para frente seria o final de ano, mas estamos aí. O São Gonçalo consegue ter esse fator de superação nas dificuldades. Se tiver que ir, vai para guerra.

Atuando em bloco, os clubes da Segundona estão buscando auxílio da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ) para amenizar os efeitos da crise. Alguns desses pontos de discussão parecem bem encaminhados, conforme explica Reginaldo Assad.

– O fato de não ter sub-20 acompanhando já dá uma respirada. É bem provável que seja opcional ou não tenha. Toda logística de viagem seria feita duas vezes. O fato de não ter sub-20, ajuda. Aumentar número de atletas não profissionais para 10 ajuda também. É algo que influencia financeiramente.

Testes para covid-19

Com o “novo normal” estabelecido pela pandemia de covid-19, estar testando os jogadores constantemente será uma obrigação para os clubes. Reginaldo Assad alerta: sem o custeio da FERJ, não será possível cumprir tais medidas.

– Esse protocolo vai ser preciso, mas acredito no subsídio da FERJ para ajudar. Foi uma conversa recente entre os clubes. A gente precisa de ajuda. É caro e temos que fazer a todo momento. A gente não sabe quando a curva vai descer. Pode aliviar ou não, dependendo da curva. Qual o tempo para isso acontecer? No Brasil começou a contaminação em março. Estamos em três meses, enquanto outros lugares tem sete, oito meses. Não tem como prever.

No momento, a estreia do São Gonçalo está prevista para 15 de agosto, contra o Goytacaz, fora de casa. A tendência, entretanto, é que a competição seja adiada ao menos para setembro.