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De volta ao Rio, João Manoel traz na bagagem gols e título no Estadual do Acre

O futebol brasileiro foi paralisado ainda no mês de março, mas, apesar do pouco tempo de bola rolando em 2020, teve atleta que conseguiu se destacar. É o caso do atacante João Manoel, que conquistou o título do primeiro turno no Estadual do Acre, com a camisa do Galvez.

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No Galvez, João Manoel conquistou o título do primeiro turno do Campeonato Acreano. Foto: Divulgação.

João é um velho conhecido da região Leste Fluminense, tendo conquistado o título da Série C do Campeonato Carioca, em 2014, pelo Gonçalense, inclusive fazendo o gol que garantiu a taça. No Rio de Janeiro, também vestiu as camisas de Tigres, Bangu, São Gonçalo EC e Maricá.

– A passagem no Acre foi perfeita. Quando se fala de Acre, você fica meio assim, mas é competitivo como em qualquer lugar do mundo. No primeiro turno arrastamos, ganhando todas as vagas: Série D, Copa do Brasil e Copa Verde. Fiz gols, inclusive no clássico contra o Atlético. Veio o coronavírus e parou, ficou complicado, mas com certeza vou ter oportunidade de voltar algum dia – explica o jogador, que formou uma dupla afinada com o meia Radamés.

– Essa dupla vem de outros tempos, desde o Potiguar (RN), quando fizemos uma parceria maneira. Eu fazendo gols e ele dando passes. Inclusive foi ele que me levou para o Acre. Agora quero trazer ele para o Rio. É uma parceria dentro e fora de campo. Lá não foi diferente. Trocamos assistências e fizemos gols.

Volta para o Rio na sequência de 2020

Com a pausa no Estadual do Acre e a indefinição quanto ao retorno, João Manoel rescindiu com o Galvez. Para a sequência de 2020, a preferência é por ficar no Rio de Janeiro.

– Meu pensamento é esse. Veio a crise e os clubes não têm condição de pagar o que pagam no Estadual. Então é melhor ficar perto de casa, com a família. No início do ano, nos Estaduais, o melhor é viajar, por conta dos recursos, mas agora estou focado em fechar o ano na B1 ou B2 do Rio, com alguma situação de brigar para subir. Se for da ponte para lá, melhor ainda. Sempre fui bem tratado – explica o atleta, que é morador de Xerém, mas querido no futebol do Leste Fluminense, principalmente no Gonçalense, clube pelo qual tem 10 gols marcados, sendo o quarto maior goleador.

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No Gonçalense, em 2014, João Manoel anotou o gol do título na Série C Estadual. Foto: André Fabiano.

– No Gonçalense foi um casamento perfeito. Deu um up na carreira. Fiz o gol do título (em 2014). Voltei, tive sequência com Mário Marques, fiz gols na Segundona e na Copa Rio. Tenho carinho grande, assim como eles têm por mim. No Maricá não conseguimos o objetivo do acesso (em 2018), mas teve uma paralisação no campeonato e ficou conturbado. Já no São Gonçalo tenho muito carinho. Queria ter ajudado mais, só que não tive oportunidade. Joguei dois jogos como titular e fora de posição. Mas foi onde mais aprendi. Aconselho a qualquer jogador ir para lá. É um clube excelente.

Sacramento e Mário Marques: treinadores inesquecíveis

João Manoel se diz um sortudo quando o assunto é comando técnico. Dois nomes, no entanto, se destacam: Emanoel Sacramento, com quem esteve no Tigres e no Gonçalense, e Mário Marques, outro que o comandou no Tricolor de São Gonçalo.

– Foram muitos treinadores bons, mas tive dois marcantes. O Emanoel, que me lançou no profissional e deu força para ir ao Gonçalense depois de lesão no púbis. Foram 10 anos com ele, desde o Tigres. E o Mário Marques, que chegou no Gonçalense e foi amor à primeira vista. Num jogo contra o Ceres, em que ele ainda não tinha assumido, entrei, fiz gol e o Mário me chamou e disse que eu seria o camisa 9. Me deu confiança e não deu outra. Tudo deu certo.

Tigres e Potiguar (RN) têm lugar especial no coração do atacante

A maior parte do trabalho de formação de João Manoel aconteceu no Tigres do Brasil, em Xerém, Duque de Caxias. Por lá, faturou o título do Campeonato Carioca de Juniores em 2009, numa das poucas vezes em que um dos quatro grandes não conquistaram a taça.

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João Manoel no Potiguar. No Rio Grande do Norte, atacante marcou gols e deixou saudades. Foto: Divulgação.

– O Tigres é minha casa. Passei sete anos no clube entre infantil e profissional. Tive título como campeão carioca de juniores na primeira divisão, perdendo um jogo só, ganhando Taça Guanabara e Taça Rio. Só tenho gratidão. O clube me lançou em 2007 no profissional e joguei até 2011. Infelizmente o momento não é bom, mas futebol é assim, feito de altos e baixos – comenta o atacante, se referindo ao rebaixamento da equipe para a terceira divisão estadual em 2019.

Dentre outros desafios encarados na carreira, João destaca a passagem no Potiguar de Mossoró, tradicional time do Rio Grande do Norte. Assim como no Acre, o encaixe foi rápido e o desejo de retornar no futuro existe.

– O Potiguar foi marcante, foi sensacional. Fizemos campanha perfeita, muito boa. Fui artilheiro do time, fiz gol em clubes grandes na Arena das Dunas. Tive oportunidade de ir para o ABC, mas não vingou. Sou muito lembrado até hoje e sempre cogitam minha volta. Existiram vários namoros, mas ainda não chegou o momento. No Flamengo do Piauí também foi legal, disputando um campeonato forte com um time grande de lá – conclui.