Itaboraí

Em live, Fabão aponta falta de organização para Itaboraí não ter subido à elite

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Fabão vestiu a camisa do Itaboraí durante três temporadas: 2015, 2016 e 2017. Foto: Gabriel Farias.

Foram 52 jogos, 10 gols, faixa de capitão no braço e um título pelo Itaboraí. Três temporadas que foram suficientes para transformar Fabão em ídolo da torcida. Mas nem só de felicidade se fez a passagem do zagueiro pelo clube de sua cidade natal. Momentos conturbados também construíram parte da trajetória.

Em live com a torcida Legião Azul no Instagram, Fabão adotou a sinceridade de sempre e recordou alguns pontos que não deram certo para o clube ter chegado à primeira divisão. Sobre a Série B de 2016, quando a Águia viu o acesso bater na trave, o defensor acredita que faltou organização.

– Faltaram detalhes em 2016. Futebol é detalhe, é organização. Um erro leva você a perder o acesso. Um erro dentro de campo ou um erro fora de campo. Em algum ponto erramos, não sei se dentro ou fora de campo. Acho que foi organização. Futebol é gostoso e todo mundo quer se envolver, mas é como qualquer empresa: tem que ser organizado.

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Em 2016, Itaboraí perdeu acesso à Série A em triangular contra Campos e Nova Iguaçu. Foto: Gabriel Farias. 

A relação com a arquibancada também teve ruídos. Fabão destacou o respeito que possui pelos torcedores, mas relembrou episódios em que foi cobrado por supostamente ter a idade avançada e não render em campo.

– Aprendi a gostar da Legião, respeitando vocês, assim como vocês me respeitaram. Independente de eu ter parado, independente do questionamento de A, B ou C, de falar que eu já tinha idade. Alguns falaram na rua, não para mim, porque não são homens, que eu sou mercenário. Só que em 2018, quando o time estava para cair, ninguém falou que treinei de graça e iria jogar de graça para tentar tirar o time daquela situação difícil. Só não fui por causa da desorganização que era maior do que o pensamento de tirar o time de onde estava.

– Não é polêmica. Infelizmente tem gente que faz as cagadas e não bate no peito para assumir. Com todo respeito, eu joguei machucado, virado de cachaça, mas me garantia, ia lá e resolvia. Sempre joguei e dei meu sangue lá dentro. Eu não vou admitir A, B ou C, que não conhecia bola, que foi conhecer quando foi para a ADI, vir me falar que estava velho para jogar. Eu me conheço e sabia que podia jogar mais um ou dois anos, mas não joguei por ouvir coisas de quem não entende nada de futebol, que achava, por ter ganho um título, que sabia muito.

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Zagueiro-artilheiro: Fabão atuou em 52 jogos pelo Itaboraí e marcou 10 gols. Foto: Gabriel Farias.

Outro assunto abordado na live com os torcedores foi a relação de Fabão com os treinadores que o comandaram no Itaboraí. A principal crítica esteve em cima de Leandro Simpson, contratado no início de 2017. Por outro lado, Chiquinho Lima e Luiz Antônio receberam elogios do capitão.

– Como trazer um cara que nunca trabalhou na segunda divisão do Rio e colocar aqui? Um cara que, como pessoa, não considero um amigo, mas respeito, é o Chiquinho. Ele chegou, conhecia o Rio e fez um puta trabalho. E um cara fera que eu tiro o chapéu é o Luiz Antônio, que, por irresponsabilidade de alguém, foi embora. Futebol é coisa séria, não é para brincar – enumerou Fabão, antes de cumprimentar também Helil Cardozo, ex-prefeito de Itaboraí e um dos principais incentivadores do clube entre 2015 e 2016.

– Um cara que tenho respeito imenso é o Helil. Quero deixar um abraço para ele. Eu ainda sonho em ver esse time voltando para a segunda divisão e brigando pela primeira. Faltou respeito de gente em volta dos jogadores. Eu peguei o time na terceira e deixei na segunda. Quase subi para a primeira. Meu papel eu fiz e foi bem feito.